quarta-feira, 31 de março de 2010

HOMENAGEM A GRÉGORY LEMARCHAL







                                        " HOMENAGEM A GRÉGORY LEMARCHAL "


       " QUE PENA GRÉGORY, JÁ NÃO ESTARES ENTRE NÓS "
          ADMIRAVA-TE IMENSO, SABIAS ?
         ADOREI OUVIR-TE INTERPRETAR O TEMA DO ANDREA BOCCELI:
         " CON TE  PARTIRO " , QUE CANTASTE EM ROMA!
         ADORAVA TUDO O QUE TU CANTAVAS :
         " UN TÉRRIEN EN DÉTRESSE ",QUE MARAVILHA!.... E AINDA...
          " RESTONS AMIS" ....  " MON ANGE " , " LÀ - BAS ",
          E MUITOS OUTROS TEMAS, MUITOS OUTROS...
          NUNCA TE ESQUECEREI !
      
        
                                  JE T´ÉCRIS
      
JE T´ ÉCRIS DES TROTTOIRS DE NOS VILLES HABILLÉES EN NOEL,
DE QUELQUES NUITS D´HIVERS AUX SAVEURS DOUCES- AMÈRES .

JE T´ ÉCRIS DE CES SOIRS DE LUMIÈRES ,
DES YEUX ÉMERVEILLÉS DE CETTE PETITE FILLE,
AU PIED D´UN GRAND SAPIN SUR LA CINQUIÈME AVENUE .

JE T´ÉCRIS D´UN DÉPART, D´UNE VALISE OUBLIÉE ,
JE T´ÉCRIS D´UN LAC BLANC ÒU CE COUPLE PATINE .
JE T´´ECRIS D´UN DÉSERT , ÒU L´ÉPAVE D´UN BATEAU SE SOUVIENT DE LA MER !
JE T´ÉCRIS D´UNE TERRE  ÒU DES MAISONS
S´ÉCROULENT .

JE T´ÉCRIS DE " VENISE", ÒU LES AMANTS S´ÉVEILLENT
AU SON DE VIEUX CLOCHERS .
IL Y NEIGERA PEUT- ÊTRE ENCORE CETTE ANNÉE !

JE T´ÉCRIS DE LA MER, AU LARGE DE " GIBRALTAR"...
LE REGARD VERS
" TANGER" ...

JE T´ÉCRIS DE " L´AFRIQUE", ÒU L´ON MEURT PAR " MILLIERS" !
DES QUATRE COINS DE LA TERRE ,
JE T´ÉCRIS DES TRANCHÉES DE GUERRE ABANDONNÉES .

JE T´ÉCRIS D´UN BAISER,
DE CE BANC DE " PARIS" , ÒU DEUX AMANTS S´ENLACENT DANS LEUR ÉTERNITÉ ...
ET QUE " RIEN" NI " PERSONNE" ,
POURRAIT DÉRANGER !

JE T´ÉCRIS D´UN CAFÉ ,
DE L´AILE D´UN AVION  ÒU NOS MÉMOIRES S´ENLACENT ,  DANS TON ÉTERNITÉ ...
ET QUE RIEN NI PERSONNE , NE POURRAI M´ENLEVER !

JE T´ÉCRIS DE CES CIELS DE QUART MONDE ÒU LES CORPS
SI  LÉGERS , D´ENFANTS TROP " PEU" NOURRIS , S´ÉLÈVENT SANS FAIRE DE BRUIT.

JE T´ÉCRIS DE LA RUE
ÒU L´ON DANSE ET L´ON CHANTE .
JE T´ÉCRIS DU PLUMIER D´UN VIEILLARD SOLITAIRE ,
À LA CHAMBRE OUBLIÉE ...

JE T´´ECRIS DE LA MAIN DE CES HOMMES DE PAIX , QUI N´ONT PAS
" RENONCÉ" !!!!!!!!!!!

JE T´ÉCRIS DE LA " SEINE" .
LA TOUR " EIFFEL " Y BRILLE , DANS DES REFLETS PASSÉS !
JE T´ÉCRIS DU SOUVENIR D´UN BAISER PAR MILLIERS .

DES QUATRE COINS DE LA TERRE,
JE FERAI LE TOUR DU MONDE ...
D´UN JOUR TRÈS ORDINAIRE .

JE T´ÉCRIS DE CE RÊVE DE T´AVOIR TANT AIMÉ !!!!!!!!!!!
JE T´ÉCRIS ÉBLOUI ( E ) PAR TANT D´HUMANITÉ.




   SOS D´UN TERRIEN EN DETRESSE

Pourquoi je vis, pourquoi je meurs,
Pourquoi je ris, pourquoi je pleure,
Voici le S.O.S.
D´un terrien en détresse .
J´ai jamais eu les pieds sur Terre .
J´aim´rais mieux être un oiseau ,
J´suis mal dans ma peau.


J´voudrais voir le monde à l´envers,
Si jamais c´était plus beau,
Plus beau vu d´en haut ...
D´en haut.


J´ai toujours confondu la vie
avec les bandes dessinées.
J´ai comme des envies de métamorphose...
Je sens quelque chose...
Qui m´attire,
Qui m´attire,
Qui m´attire vers le haut !


Au grand loto de l´Univers,
j´ai pas tiré l´bon numéro,
J´suis mal dans ma peau.


J´ai pas envie d´être un robot,
Métro, boulot, dodo...


Porquoi je vis, pourquoi je meurs,
Pourquoi je crie, pourquoi je pleure ?
Je crois capter des ondes...
venues d´un autre monde.


J´ai jamais eu les pieds sur Terre !
J´aim´rais mieux être un oiseau.
J´suis mal dans ma peau.


J´voudrais voir le monde à l´envers,
J´aim´rais mieux être un oiseau,
Dodo, l´enfant, do .


Grégory Lemarchal.











terça-feira, 30 de março de 2010

NAQUELE DIA

 
                                NAQUELE DIA


   Naquele Dia, Deus não vai perguntar que
  tipo de carro eu conduzi. 
  Vai perguntar sim, a quantas pessoas
  que não tinham transporte eu dei boleia! 
  Não vai perguntar o tamanho da minha casa.
  Vai perguntar, sim, quantas pessoas eu 
  recebi nela!
  Não vai falar das roupas que armazenei no
  meu roupeiro .
  Vai perguntar, sim, quantos é que eu ajudei
  a vestirem-se!
  Não vai perguntar qual foi o meu salário. 
  Vai perguntar, sim, se comprometi o meu
  carácter para o obter.
  Não vai perguntar que tipo de trabalho eu
  executei.
  Vai perguntar, sim ,se o cumpri da melhor
  maneira possível!
  Não vai perguntar quantos amigos tive.
  Vai perguntar, sim, de quantas pessoas
  eu fui
  amigo(a)!
  Também não vai perguntar em que bairro é que
  eu vivi.
  Vai perguntar,sim, como é que eu tratei os
  meus vizinhos!
  Não vai querer saber qual era a cor da minha
  pele.
  Vai querer saber,sim, qual o conteúdo do meu
  carácter!
 
  (De Autoria Desconhecida, embora gostasse
   que tivesse sido da minha!)


      HELENA SOUSA



















 

segunda-feira, 29 de março de 2010

O QUE EU SOU

  O QUE EU SOU
                         
Se há  coisa de que me orgulho de ser, é:
" Adventista do 7º Dia ".
Que será isto de "Adventista do 7º Dia"?
A raíz da palavra Adventista, tem a sua origem, na palavra latina :" adventus",  e significa : " meta " , " estabelecimento de alguma coisa importante , advento por exemplo , de um rei , ou advento de uma era de prosperidade . 
O  7 º dia da semana, como já tive oportunidade de explicar,  refere-se ao dia de " Sábado " .
Sou pois Adventista do 7º Dia , porque guardamos o dia de Sábado , ou seja , porque o " separamos , " o pomos de parte", para lhe prestarmos as devidas   honras.
É ao dia de sábado que prestamos honras , e não , ao dia de domingo, " Sunday "  em inglês , ou dia do sol - dia que os antigos Imperadores Romanos dedicavam à adoração de um dos seus muitos deuses, ( pois eram politeístas), o deus Sol.
Cremos ainda firmemente, que Jesus vai voltar , daí, o nome de : "Adventista ", aquele que crê no " advento", no seu " regresso ".
Quando chegou a ocasião de Jesus se separar  dos seus amados apóstolos , Disse:" Na casa de Meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito! Vou preparar-vos lugar , e virei OUTRA VEZ,e vos levarei para MIM mesmo, para que onde Eu esteja , estejais vós também!
Eu sou o Caminho , a Verdade, e a " Vida ", ninguém vem ao Pai, a não ser através de mim  Mim , . Se vós Me conhecesseis , também conheceríeis a Meu Pai ! Não crêem vocês, que Eu estou no Pai, e que o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo de Mim mesmo. Assim como  o Pai que está em Mim, é Quem faz as obras.
Crêde-Me ao menos, por causa das obras! 
Na Verdade, Vos digo, que Aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço, e ainda as fará maiores que estas, porque agora, Eu Vou para Meu Pai!
Tudo quanto pedirdes em Meu Nome, Eu o Farei . Se me amardes e guardardes os Meus Mandamentos , rogarei ao Pai , e Ele vos dará Outro Consolador, que fique convosco para sempre . Este Consolador , é o Espírito da Verdade que o Mundo não pode receber , porque não o vê, nem o conhece , mas Vós Conhecei-Lo porque habita convosco, e estará em vós .
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais , mas vós Ver- me- eis , porque Eu Vivo ,  assim como Vós Vivereis ! 
Tenho - vos dito isto estando convosco , Mas Aquele Consolador , o Espírito Santo ,  que o Pai enviará em Meu Nome , Esse  Espírito , Vos ensinará todas as coisas , e Vos fará lembrar de tudo quanto Vos tenho dito .
Deixo-vos a Paz , dou- vos  a Minha Paz ! Não vo-la Dou como o mundo a dá !
Não se  turbe o vosso coração , nem se atemorize . Se me amásseis ,  certamente  exultaríeis.
Ouvistes o que Vos Disse , que Vou , e venho ( volto) para Vós .
Digo - o agora , antes que aconteça, para que , quando acontecer ,  acrediteis !
Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo , que nada tem deMim .
Mas é para que o mundo saiba que Eu amo o Pai e Fiz como Ele  me mandou .


S.JOÃO : CAPÍTULO 14 : 1 - 31




Helena Sousa




sexta-feira, 19 de março de 2010

quarta-feira, 17 de março de 2010

HOMENAGEM À MINHA AVÓ PATROCÍNIA

                               

                                QUERIDA AVÓ

Querida avó, ainda te adoro sabias? Como me custou quando partiste para não mais voltar ! Eras tudo para mim ! Tenho tantas
saudades tuas, tantas, minha avó ...!
Foste o meu mundo !
Ensinaste-me tanta coisa, tanta... ! Até com os teus silêncios e o teu olhar me ensinaste !
Contigo ao meu lado, o mundo teve mais cor, e adorava avó a tua bondade, a tua paciência infinita que aplicavas sábiamente em todas as situações,  mas mesmo em todas ! Avó, sem seres rica, deste-me tanto ! Nunca te vou esquecer , impossível !
Lembras-te quando me levavas pela mão à igreja para eu me ir confessar, avó? Eu dizia-te com um olhar muito espantado que não, que não queria, porque é que havia de ir contar àquele padre sempre tão sério , sempre  tão carrancudo, dos pecados que desconhecia ter cometido, eu com doze anos, tão tenra idade ! Idade pequena, para tanta coisa ... e no entanto,  idade já do " adivinhar", do " ir descobrindo" , idade em que tudo nos marca ! Confessavas-te sempre avó, tu , de quem eu duvido que tivesses algum pecado . Depois, solenemente, comungavas sob o olhar atento da tua neta , que seguia todos os teus passos. Aliás , todos comungavam, à excepção de mim , que com os meus doze anos já achava tudo aquilo superlativo !  Tu avó, ralhavas-me brandamente, eu retorquia-te com vivacidade que já sabia qual iria ser a receita infalível para o perdão dos meus pecados ! Talvez meia - dúzia de avé- marias, com a salvé - raínha pelo meio, talvez algum Pai- Nosso, a única oração que eu já apreciava por inteiro!
Depois veio a trombose... eu estava perto de ti quando o 1º ataque te acometeu. Levavas na mão um alguidar com roupa que não achavas estar demasiado branca e por isso a ías pôr a " corar" ao sol, com um bocadinho de lexívia. Lembras-te avó? De repente , no corredor da nossa casa , vacilaste ao andar, começaste a coxear, e deixaste cair o alguidar no chão. Eu gritei.... minha avó ! Avózinha...! Minha avózinha...!
Nunca mais andaste pelo teu pé, nunca mais o braço esquerdo te obedeceu ! Ficaste presa a uma cama, ora sentada , ora deitada , sem uma queixa, sem um desespero maior ! E eu sempre ao teu lado, minha avó ! Lembras-te quando sentada no chão em cima da alcatifa, à tua frente, tentava compreender a matéria para a frequência que se aproximava, e que não conseguia decifrar ! Tu avó, quando me vias vacilar, repetias em voz alta o que me tinhas acabado de ouvir. Avó, tu que nada sabias de Literatura, nem de correntes literárias. Mas sabias tanta coisa avó, tanta coisa...!
E quando morreste sózinha no Hospital dos Covões em Coimbra, após a hora da visita, sem teres tido a minha visita ... Oh avó , quanto me doeu quando naquela noite o pai foi junto de mim e dos meus amigos , levar-me a notícia. Deixei de ver a estrada por onde tinha de caminhar !
Lembro-me avó de te ter visto no caixão, muito quieta ... Lembro-me de te ter querido dizer coisas, coisas... tantas coisas... de como não te tinha sabido amar, de ... porque... mas... olha... ouve... escuta... tenta compreender... sabes... eu... olha... eu não sei... não sei mais nada...
Agora sei como foi bom teres existido na minha vida, daria a minha para te voltar a ver... nem que fosse só por um breve instante , para te abraçar ...
Mas olha, talvez um dia ainda nos possamos abraçar de novo.
Esta homenagem é pobre avó , para a avó que tu foste ! Estou feliz porque quando partiste já não eras católica, já não rezavas avé- marias e salvé - raínhas daquele modo contínuo e automático, sabes? Já só rezavas  Pais- Nossos, como eu quando tinha doze anos, lembras-te ? Já não tinhas necessidade de te confessares a homens se calhar mais pecadores que tu,  já só te confessavas a Deus, e as imagens de barro e de madeira já nada te diziam ! Estou feliz avó, porque quando morreste já tinhas a noção da importância de Deus, já lhe davas a Ele e só a Ele o lugar de destaque que Ele merece e os santos, toda aquela panóplia de santos , remeteste-os para o lugar que deviam ter , abaixo de Deus, muito abaixo para a terra , nunca acima !
Adeus , avó, digo-te de novo adeus, nunca te visitei no cemitério, sabes? Nunca...
Adeus... até sempre !

Helena Sousa






terça-feira, 9 de março de 2010

LÍDERES

     


                               LÍDERES

É incrível como os seres humanos sempre precisaram de " líderes", geralmente de homens carismáticos, porque mulheres líderes, também as houve, mas comparadas com o número de homens foram poucas! É verdade, os homens desde o início dos tempos, sempre tiveram necessidade de quem os representasse, de quem falasse por eles, em última análise de quem os " guiasse".  Apesar de o homem ter em si um sentido de independência e de liberdade bastante grande, ele  fez desde sempre esta concessão aos seus pares!
Desde pequena que ouço falar de líderes como : César Augusto, Nero, Lutero, Joana d´Arc, Lenine, General Charles de Gaulle, General Franco, Staline,  Mahatma Gandhi , Martin Luther King ou Malcom X, entre outros. Nomes que quase se tornaram uma lenda. Foram líderes de facto, de povos, de nações ou de grupos. E porque é que foram líderes? Porque tinham ideias, e além de terem ideias, sabiam como as expôr, dominavam a técnica de ciências  como a Retórica ou a  Dialéctica , sabiam como ninguém ser persuasivos,  convencer os demais. Muitos deles foram formidáveis, trouxeram benefícios e  avanços  para a humanidade incríveis,  enquanto outros foram terrívelmente " nocivos", pois foram líderes muito cruéis , capazes de actos horríveis para com os seus pares, que  não viam como " iguais". Este foi o caso de um Adolf Hitler, de um Staline, de um Mussolini, e de quase todos os antigos Imperadores Romanos. Dos Imperadores Romanos, partilharam eles a ideia de se acharem " deuses " , senhores do seu destino, mas sobretudo, senhores do "destino dos outros" .  Com efeito, uma ordem dada pelo Imperador ( do latim : Imperium -poder soberano, supremo) , não se questionava , sob risco de se perder a própria vida.  Adolf Hitler seguiu a mesma lei , as suas ordens não se questionavam, sob risco de também se pagar a ousadia com a própria vida. Quando ascendeu ao poder, achou muito útil extinguir todos os partidos da oposição e como se tal não bastasse, determinou até, tirar a vida a membros do partido que se atrevessem a discordar das ideias estabelecidas por ele e  apresentassem as próprias , tendo ficado na memória , o célebre episódio  da "noite das facas longas", em que membros do  partido fiéis a Hitler e o próprio , determinaram precisamente, tirar a vida a  membros do partido caídos recentemente em desgraça. 
Na sua maioria, os homens que alinharam ao lado dos grandes líderes, que os defenderam  acima de todos os interesses, mesmo dos pessoais, sofreram à posteriori , grandes decepções ! Com efeito, para a maioria destes líderes quão fácil foi decepcionar quem os apoiou, quão fácil para eles foi induzi-los em erro ! Quantas vezes ao descobrir a verdade já foi tarde demais para os / as seguidores / as  incondicionais!
A verdade é que os homens foram desde sempre mestres na arte de enganar o próximo! Até Jesus foi enganado por um dos seus apóstolos, Judas, que com um beijo na face o entregou aos seus sequazes. Mas Jesus não foi um líder como a maioria destes casos que eu nomeei, salvo honrosas excepções ; as daqueles líderes que trabalharam para libertar uma nação dos seus inimigos, como foi o caso de Joana d´ Arc ou do  General de Gaulle, que trabalharam afanosamente para  trazer a verdade a lume, como foi o caso de Martinho Lutero, que lutaram contra o Imperialismo, como foi o caso de Mahatma Gandi, ou que lutaram contra o racismo, como foi o caso de Martin Luther King ou de Malcom X .
JESUS repito , foi um líder completamente diferente destes muitos líderes que decepcionaram de forma definitiva, homens e mulheres que neles depositaram toda a sua confiança, todos os seus interesses, todas as suas esperanças. JESUS não decepcionou , não defraudou, não enganou, não torturou , não violou, não exilou, não envenenou , não matou ninguém, não levantou falsos testemunhos a ninguém, nem foi isto que Ele veio ensinar ! Ele, o nosso exemplo, foi o melhor dos homens!
Os homens, esses, testemunharam falso contra Ele, praticaram contra Ele actos de violência incríveis, enganaram-nO  com um beijo na face, quiseram por diversas vezes tirar - lhe a vida , e por fim, condenaram-nO à pior das mortes , à mais ignóbil, à morte reservada aos escravos e aos ladrões, a morte na cruz . JESUS não se surpreendeu com o grau de violência daqueles homens, ele conhecia bem o intímo do ser humano, Ele bem sabia do que é capaz uma turba enfurecida, Ele bem sabia que homens que não se deixam dominar pelas mais baixas emoções, são poucos, por isso Ele veio falar de Amor, de mansidão, de bondade, de esperança, da alegria da partilha, da esperança numa vida eterna, onde a maldade deste mundo não mais terá lugar de eleição. 
Que bom que seria se todos os líderes tivessem sido como Jesus, que respondeu com Amor e mansidão ao ódio e à maldade . Que bom se todos tivessem tido o seu  carácter !
Não seria preciso haver mausoléus em memória das vítimas disto ou daquilo, nem memoriais às vítimas de regimes como os de Hitler, o de Staline ou o de Franco ( lembremo-nos do Vale dos Caídos, monumento construído em pleno regime franquista pelos prisioneiros do regime e opositores ao mesmo ). Lembremo-nos também da polícia secreta de Staline que chegou ao ponto de ir matar o " camarada" Trotsky ao exílio, coisa incrível, nem no exílio aquele homem escapou à " sanha" dos seus ex- camaradas ! Lembremo-nos ainda, das actuais visitas guiadas ao que restou dos campos de extermínio mandados construir por Hitler .
Pois é !...  A história levada a cabo por grandes homens, veio a revelar-nos que afinal não eram assim tão grandes,  grandes foram apenas em  " ambição",  mas foram muito pequenos em relação aos
" valores morais " que é aquilo a que todo o homem honrado deve em primeiro lugar aspirar !
Em última análise , foram uma decepção para os seus pares, mas não apenas para esses, foram-no para as gerações futuras , foram-no para toda a gente  e sobretudo , para JESUS e para DEUS .


Helena Sousa







                                    

quinta-feira, 4 de março de 2010

                     

                        BONDADE ACTIVA


 

Vou permitir-me falar sobre a " bondade" , tema que me é muito caro !  Desde cedo que este conceito me inquieta,e me tem suscitado reflexões de vária ordem. Vi recentemente um filme com um dos meus actores preferidos: " Vigo Mortensen ", cujo tema central era precisamente " a bondade". Depois de ter visto o filme as minhas reflexões não se aquietaram, pelo contrário, tomaram novas dimensões. Fala o filme de dois amigos, que compartiam tudo : as confidências, as alegrias, as tristezas, os sobressaltos, que estavam sempre um com o outro , nas horas felizes e nas amargas. Acontece que os tempos eram " negros", pois estes dois amigos encontraram-se a viver na Alemanha nazi, sendo que um deles era um  famoso psicanalista judeu, e o outro , um professor alemão de Literatura na Universidade local , também famoso por uma obra publicada que o dera a conhecer . Ambos comungavam  dos mesmos ideais de liberdade, ambos repudiavam o Partido nacional - socialista e a ideologia por ele veículada. Ambos detestavam Hitler dizendo que não poderia ir longe, pois não passava de  uma " anedota" , de  um " incidente" político sem qualquer importância ,  de uma " piada", ( joke ). Porém muito depressa, estes amigos começaram a aperceber-se de que a sociedade estava a mudar do antigo pacifismo, para  um estranho "beligerismo" perpertado pelas hostes do poder. Com efeito, os membros do partido gozavam de privilégios que estavam vedados a quem não pertencesse ao partido, e  na Universidade começaram a circular rumores de que alguém que não lhe pertencesse, nunca poderia aspirar a uma promoção, pelo contrário , sujeitava-se a ser riscado da lista das pessoas que podiam exercer a sua profissão livre e honradamente .
Ambos  tinham discutido acerca da mútua necessidade de não sucumbirem a esta horrível ideologia, pois os seus ideais eram puros, aspiravam a um mundo de igualdade, de justiça, um mundo onde houvesse lugar para todos os homens.
De repente procedia-se a queimas de pilhas e pilhas de livros nas ruas por bandos de homens violentos, inebriados com a sensação de poder e de impunidade que pairava por todo o lado. Partiam-se vidros de lojas, incendiavam-se sinagogas, escrevia-se em prédios , lojas e casas, a palavra " Judeu ", em grandes letras, com cores bem visíveis e  imprecações, ditos violentos, incitações ao ódio contra todos os que pertenciam a esta raça. Por todo o lado, em todas as cidades alemãs, esta ignomínia contra os judeus, era  visível !  Estavam proíbidos de andar pelos passeios das ruas, de frequentar lugares públicos, tal como cafés, restaurantes, piscinas, jardins; proíbidos de se servirem dos transportes públicos, proíbidos de saírem das cidades, de viajar, de dirigirem a palavra a cidadãos alemãos, proíbidos de se reunirem em assembleias, proíbidos de entrar nas lojas, proíbidos de comprar, e vender nas tradicionais lojas das cidades. Pilhavam-se as suas lojas , queimavam-se os seus bens,troçava-se dos infelizes, novos,  velhos,  homens e mulheres, sem excepção !
Passaram todos  a ostentar uma estrela amarela cozida na roupa, que tinha de ter determinadas medidas para que fosse bem visível. Todos estavam coagidos a obedecer, sob pena de pesadas penas ! As pessoas perguntavam-se onde tudo aquilo iria parar, que mais desgraças lhes estariam reservadas...
Infelizmente, como é do conhecimento geral, muitas coisas inomináveis, lhes estavam destinadas !
Um dia, os dois amigos encontraram-se e tentaram falar como antigamente, como se não tivessem penas a pesar-lhe nos corações! O amigo judio disse ao alemão que já não tinha clientes, que lhe tinham fechado o escritório, por seu lado, o amigo alemão confessou que estava contente, porque em vez de ter sido despedido por ensinar autores proíbidos pelo regime, tinha sido promovido. O amigo psicanalista interrogou-se em alta voz,  " mas afinal, não eram apenas os filiados no partido que podiam ser promovidos" ? Que ele soubesse , o amigo não era partidário do partido do poder, ou agora era ? O professor só pôde responder com um longo silêncio , depois disse ao amigo, que ele não podia compreender o que se estava a passar , porque tudo era novo! O judeu não encontrava palavras, mas mesmo assim disse-lhe o que os alemães estavam a fazer aos judeus, que lhes estavam a tirar tudo, que estavam a conduzi-los para a mais terrível das misérias, que se desconheciam os horrores que teriam em mente , mas que toda a violência quotidiana manifestada sob as mais diversas formas, não podia ser um bom augúrio ! Disse-lhe que estavam proíbidos de sair do país , que tinham às costas uma sentença de morte. O amigo pedia-lhe calma e sensatez nas suas análises acaloradas, dizia-lhe que com o tempo tudo iria retomar a tão ansiada ordem, que estas altercações passageiras, eram sómente isso, passageiras !
Uma noite , o judeu sabendo que o amigo era um homem bondoso, pediu-lhe que fosse jantar com ele a casa . Tinha um pedido a fazer-lhe ! Precisava urgentemente de um bilhete para Paris, tinha de sair dali, pois sabia-se que os judeus  estavam a ser transportados aos milhares em comboios de carga, para campos situados na Polónia e na  própria Alemanha. Eram campos de extermínio, deles ninguém regressava com vida para contar como " tinha sido". Também se sabia que não eram transportados alimentos para os mesmos campos,os seres humanos, esses  íam, mas os géneros, não ! Contavam-se coisas horríveis dos campos de morte, da brutalidade dos soldados e dos cães, de cabeças rapadas, das fardas frias, às riscas com estrelas amarelas,  do trabalho forçado , dos maus tratos, da ausência de comida, das violações, das doenças, das sovas, das experiências a sangue frio, da tortura, dos chuveiros a gaz, dos fornos crematórios , da exaustão, do frio, da selecção, da impiedade .
O professor respondia que não podia fazer nada e que o amigo estava a exagerar, que não devia dar tanta atenção aos boatos ! O judeu rogou, deu-lhe imenso dinheiro, disse-lhe que mesmo que conseguisse partir só estava autorizado a levar consigo " dez dólares", uma vida inteira de trabalho, para levar consigo apenas uns míseros dez dólares, como se se tratasse de um vagabundo, mas tinha de partir, era urgente escapar ao ódio daqueles homens horríveis , fosse como fosse !
Passado algum tempo, o alemão lá acabou por se dirigir a uma estação para adquirir o bilhete, mas puseram-lhe grandes entraves, já era preciso uma autorização especial para se sair do País. Disse então que era  membro do partido nazi, que se não lhe vendessem a passagem , tomaria providências contra quem lhe recusava o bilhete, pois tinha " relações" , conhecia " gente importante". Venderam-lhe o bilhete , que  guardou em casa. Quando se resolveu a ir a casa do amigo, deu-se conta que naquele bairro tudo estava partido, escavacado, havia coisas queimadas, coisas partidas na rua e por todo o lado, correu para o prédio do amigo, a mesma desolação, tudo partido, as portas e paredes com escritos, a palavra " judeu " por todo o lado, e também obscenidades, ódios, rancores. Aflito, aproximou-se da porta da casa do amigo, sentindo que era tarde ! Deixou um recado por dentro do vidro partido da porta, a avisar que  passasse  no dia seguinte por sua casa. Desceu as escadas ao som de grande alarido. Na rua, soldados nazis empurravam com baionetas, os moradores do bairro para camiões, que os iriam conduzir à estação, aos comboios. O alemão, olhava por todo o lado, na ânsia de ver o amigo, olhava e parecia-lhe que era o amigo que ali estava, mas não era! Aproximou-se dos camiões, chamou pelo seu nome, mas ninguém tinha aquele nome. Desolado, correu pelas ruas, por todo o lado as pessoas eram empurradas à frente de cães e de baionetas, a única coisa que se ouvia, eram choros , gritos, gemidos...
O amigo judeu, nunca mais apareceu . O amigo alemão veio a saber que ele tinha sido transportado para a Silésia por altura em que ele se tinha decidido a guardar o bilhete em sua casa. Tinha ido tarde demais ! O amigo tinha confiado nele, mas ele, o " bom " amigo tinha ido tarde demais ! Talvez até tivesse sido bom, mas não foi previdente, não agiu com urgência, quando se decidiu a actuar já não era tempo.
Pois é ! É importante ser-se bom, mas, oportunamente, a tempo, não extemporâneamente!  De que serve praticar actos de bondade, desperdiçados no tempo ?
Ser-se bom, é ter- se a noção da   urgência , da necessidade , é compreender a urgência do " agora" e não do " mais logo" , do " amanhã" ! Amanhã pode ser tarde, muito tarde, como bem ilustrou esta história.
Sejamos bons de tal maneira, que não tenhamos de lutar com problemas de consciência.
Quanto sofrimento este professor teria poupado a ele próprio, se quando o amigo lhe pediu ajuda, ele tivesse compreendido a urgência daquele pedido, um pedido de vida ou de morte.
Ser- se " bom " a tempo , é muitas vezes evitar que alguém morra desnecessáriamente .




Helena Sousa