segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A POESIA DE GEORGE SAND





George Sand ( 1804- 1876 ), é o pseudónimo literário de Armandine Lucie Aurore Dupin, " Baronesa de Dudevant ". Sand, foi pois uma maravilhosa escritora do séc. XIX . Era de uma lucidez incrível para o seu tempo, e tinha uma grande alma poética . Deu a conhecer e vendeu a sua maravilhosa obra , sob o pseudónimo masculino de " George ", pois no séc. XIX , não era bem aceite pela sociedade , o facto de uma mulher escrever e muito menos o facto de publicar uma obra . 
Em Paris , assume um comportamento que para a maioria é escandaloso, por insistir na sua condição de " sem classe " e por adotar tanto um nome masculino , como trajes também masculinos . O pseudónimo " Sand " , derivou  do seu relacionamento com o companheiro " Sandeau ".
Sand, escreveu vários artigos, peças de teatro, romances e uma extensa autobiografia. No seu " Diário Íntimo " , revela -nos as suas inquietações mais profundas, as suas interrogações, os seus desgostos, as suas  alegrias. 
Sand, é uma erudita, alguém muito à frente, do seu tempo.
É da sua autoria , esta frase  :
" L´automne est un andante mélancolique et gracieux qui pépare admirablement le solennel adagio de l´hiver "
Lindíssima! 
O significado da frase, é o seguinte: " O Outono é um caminhante melancólico e gracioso que prepara admirávelmente o solene adágio do inverno ". Belo, não é ? 
Outra linda frase , com a qual me identifico muito, é a seguinte :      " Les déceptions ne tuent pas, mais l´espoir fait vivre" !
Ou seja , que : As  decepções não matam ninguém , mas a esperança, ajuda-nos a /  faz- nos  viver "! 
Nada podia ser mais verdadeiro!
" George Sand ", eis uma mulher que sabia sentir como mulher e que aprendeu  também ,a  sentir como um homem .
Quantas surpresas, a vida nos reserva, não é verdade ? 



Helena Sousa 









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